Eu posso usar um short curto, e ser a menina mais inocente que você conhece. Posso falar palavrão, e ser fofa toda hora. Posso ter a aparência de quem não sabe nada, mas na verdade ser esperta pra caramba e ninguém se dar conta disso. Posso dar a entender que sou a mais ingênua do grupo, e ter só besteira na cabeça. Cuidado comigo, ninguém pode dizer quem eu sou, sempre vai haver aquela tal dúvida. Pois certeza absoluta, nem eu mesma tenho.
E ela estava ali, sozinha, na escuridão do seu quarto com uma única luz acesa, que era a do seu antigo celular. Estava lendo as sms antigas, e sorria entre lágrimas... Lágrimas que dançavam sobre o seu rosto quando ela lembrava das vezes que ele mexia no seu cabelo, mesmo ela sem gostar, ela gostava que ele mexesse, mesmo dizendo não, ela queria que ele continuasse; ela lembrava quando ele a beijava e todas as palavras que eram ditas daquela boca, ah, aquela boca...; ela lembrava dos apelidos que ele a dava; lembrava de ser muito feliz ao lembrar dele, até que lembrou do dia que que seu pequeno e frágil coração foi ferido pelo 'antigo'. Ele a feriu da maneira mais terrível que poderia acontecer, ele a deixou, por outra, e então foi aí, que ela se deu conta, que ela não era a única princesinha dele, e sim, que ela era mais uma das súditas dele... Não, mas ela não era única pra ele, mas seria única para o seu 'novo', e desta vez, ela não iria se iludir, pois a sua frieza iria impedir que outro desastre acontecesse.